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domingo, 22 de julho de 2012

Site Investigation / Critical State Soil Mechanics

"Site Investigation" by C.R.I. Clayton, M.C. Matthews and N.E. Simons

"Critical State Soil Mechanics" by A.N. Schofield and C.P. Wroth

http://www.geotechnique.info/

"The publications on this web site have been donated by their authors, in order that geotechnical engineers throughout the world can have free access to them. Please feel free to copy them, and pass them on to those who can make good use of them. Please help us to help more people by referencing your source."

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Dissertação de mestrado

Dissertação de mestrado do Engenheiro Lucas Amarante Constancio, membro do corpo técnico da empresa Helix Engenharia e Geotecnia Ltda:

Constancio, L. A.

Capacidade de carga de um modelo de fundação superficial em solo arenoso fofo com reforço de geotêxtil

RESUMO - Este trabalho visa avaliar o ganho de capacidade de carga de uma fundação superficial em areia fofa, através da inclusão de reforço de material geossintético. Para tanto, propõe-se observar o aumento da capacidade de carga do solo, com uma única camada de reforço em geotêxtil tecido, para uma fundação superficial do tipo sapata corrida. Através de um modelo reduzido que atende os critérios para atingir o estado plano de deformação, avalia-se a capacidade de carga do solo sem reforço, com reforço planar horizontal e faz-se uma nova proposta de disposição geométrica de tal elemento, buscando maior ganho de capacidade de carga e atenuação de deformações. O modelo reduzido é ensaiado no interior de um tanque que permite o acompanhamento das deformações através de sua face translúcida, além da aquisição dos dados de carga aplicada e recalque da fundação. Com a aquisição dos dados, é possível estabelecer comparações entre as diferentes situações analisadas, através da análise dos gráficos de carga-recalque. O trabalho mostra que é possível obter-se um ganho na capacidade de carga com inclusão do reforço e também que é possível chegar a capacidades de carga ainda maiores, apenas readequando a geometria do posicionamento do reforço com uma angulação do geotêxtil. Por fim, este trabalho contribui para a compreensão dos fatores envolvidos na complexa interação entre solo e reforço para fundações apoiadas sobre solos reforçados, campo este, que ainda precisa de refinamento, pesquisa, novas abordagens e contribuições.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Programa AOKI & VELLOSO (1975)

Programa para estimativa da capacidade de carga de estacas - AOKI & VELLOSO (1975)

1 - Método AOKI & VELLOSO (1975) (**)
2 - Dissertação de Mestrado - Prof Paulo José Rocha de Albuquerque (** : extraído página 53)
3 - Exercício Resolvido
4 - Planilha AOKI & VELLOSO (1975) alimentada com exercício resolvido

Obs.: Os autores recomendam a adoção de um fator de segurança global, que geralmente é igual a 2.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Estruturas de Contenção

Material de Apoio - Estruturas de Contenção

IC - 523 - Prof. Dr. Persio Leister de Almeida Barros

Arquivos:
- Programa da Disciplina
- Arquivos de Apoio Compactados (.rar) (*) (**)
- Aula 01
- Aula 02
- Aula 03

Links:
- Maccaferri: Downloads de softwares, Manuais técnicos, Catálogos, entre outros (área de Downloads)
- Material de apoio: Profa. Denise M. S. Gerscovich: Empuxos de terra / Estruturas de contenção
- Vídeos de apoio: Lateral Earth pressure Theories & Retaining Walls (Para acesso a todo o conteúdo do canal, visite o link: Geotecnia e Fundações - You Tube)

Obs.:
(*) Para descompressão de arquivos do tipo .rar, instale o programa
WinRAR na versão adequada de seu sistema operacional;
(**) Arquivos hospedados no
RapidShare, para download clique em FREE USER, espere o link do arquivo abrir e clique no botão download.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Índice de Suporte Califórnia (CBR):







A capacidade de suporte de um solo compactado pode ser medida através do método do índice de suporte, que fornece o “Índice de Suporte Califórnia - ISC” (California Bearing Ratio - CBR), idealizada pelo engenheiro O. J. Porter, no estado da Califórnia - USA.

Trata-se de um método de ensaio empírico, adotado por grande parcela de órgãos rodoviários, no Brasil e no mundo. O objetivo do ensaio é determinar: O índice de suporte Califórnia (CBR) e a expansão (E).

O ensaio CBR consiste na determinação da relação entre a pressão necessária para produzir uma penetração de um pistão num corpo de prova de solo, e a pressão necessária para produzir a mesma penetração numa mistura padrão de brita estabilizada granulometricamente. Essa relação é expressa em porcentagem. O ensaio pode ser realizado de duas formas: Moldando-se um corpo de prova com teor de umidade próximo ao ótimo (determinado previamente em ensaio de compactação); Moldando-se corpos de prova para o ensaio de compactação (em teores de umidade crescentes), com posterior ensaio de penetração desses mesmos corpos de prova, obtendo-se simultaneamente os parâmetros de compactação e os valores de CBR.

O ensaio do Índice de Suporte Califórnia foi padronizado no Brasil pela ABNT: NBR 9895/87.

Na Tabela 1 são apresentadas as cargas unitárias padrões relacionadas com as respectivas profundidades de penetração. O CBR (carga unitária de ensaio / carga unitária padrão) é em geral baseado na relação de cargas obtidas para a penetração de 2,5 mm do pistão na amostra. Entretanto, se a relação referente à penetração de 5 mm for maior, este será o número adotado para o CBR. Na Tabela 2 é correlacionada a classificação do solo, segundo os sistemas unificado e AASHTO, com o número de CBR.

A capacidade de suporte de um solo compactado pode ser medida através do método do índice de suporte, que fornece o “Índice de Suporte Califórnia - ISC” (California Bearing Ratio - CBR), idealizada pelo engenheiro O. J. Porter, no estado da Califórnia - USA.

Trata-se de um método de ensaio empírico, adotado por grande parcela de órgãos rodoviários, no Brasil e no mundo. O objetivo do ensaio é determinar: O índice de suporte Califórnia (CBR) e a expansão (E).

O ensaio CBR consiste na determinação da relação entre a pressão necessária para produzir uma penetração de um pistão num corpo de prova de solo, e a pressão necessária para produzir a mesma penetração numa mistura padrão de brita estabilizada granulometricamente. Essa relação é expressa em porcentagem. O ensaio pode ser realizado de duas formas: Moldando-se um corpo de prova com teor de umidade próximo ao ótimo (determinado previamente em ensaio de compactação); Moldando-se corpos de prova para o ensaio de compactação (em teores de umidade crescentes), com posterior ensaio de penetração desses mesmos corpos de prova, obtendo-se simultaneamente os parâmetros de compactação e os valores de CBR.

O ensaio do Índice de Suporte Califórnia foi padronizado no Brasil pela ABNT: NBR 9895/87.

Na Tabela 1 são apresentadas as cargas unitárias padrões relacionadas com as respectivas profundidades de penetração. O CBR (carga unitária de ensaio / carga unitária padrão) é em geral baseado na relação de cargas obtidas para a penetração de 2,5 mm do pistão na amostra. Entretanto, se a relação referente à penetração de 5 mm for maior, este será o número adotado para o CBR. Na Tabela 2 é correlacionada a classificação do solo, segundo os sistemas unificado e AASHTO, com o número de CBR.

Ensaio de compactação

Ensaio de Compactação – Proctor Normal (Intermediário) e Modificado.

Segundo Barros (1997), vários tipos de obras em solos, tais como construções de estradas de rodagem, barragens, muros de arrimo e aeroporto exigem movimentos de terra (terraplenagem) constituídos por cortes e aterros executado pelo homem. Os solos destinados aos aterros deverão ser, invariavelmente, compactados.

A COMPACTAÇÃO do solo é desejável por 3 razões primordiais:

1 – Diminuir a compressibilidade do solo, a fim de evitar recalques excessivos.

2 – Aumentar a resistência ao cisalhamento.

3 – Diminuir a permeabilidade

A compactação de um solo é a sua densificação por meio de equipamento mecânico, geralmente um rolo compactador, embora, em alguns casos, como em pequenas valetas, até soquetes manuais possam ser empregados.

Um solo, quando transportado e depositado para a construção de um aterro, fica num estado relativamente fofo e heterogêneo e, portanto, além de pouco resistente e muito deformável, apresenta comportamento diferente de local para local. A compactação tem em vista estes dois aspectos: aumentar a intimidade de contato entre os grãos e tornar o aterro mais homogêneo. O aumento da densidade ou redução do índice de vazios é desejável não por si, mas porque diversas propriedades de solo melhoram com isto (PINTO, 2002).

A compactação é empregada em diversas obras de engenharia, como os aterros para diversas utilidades, as camadas constitutivas dos pavimentos, a construção de barragens de terra, preenchimento com terra do espaço atrás de muros de arrimo e preenchimento das inúmeras valetas que se abrem diariamente nas ruas das cidades. O tipo de obra / solo disponível vão ditar o processo de compactação a ser empregado, a umidade em que o solo deve se encontrar na ocasião e a densidade a ser atingida, tendo como objetivos reduzir futuros recalques, aumentar a rigidez e a resistência do solo, reduzir a permeabilidade, etc.

O inicio da técnica de compactação é creditada ao engenheiro norte americano Proctor que, em 1933, publicou suas observações sobre compactação de aterros, mostrando que, aplicando-se certa energia de compactação, a massa específica resultante é função da umidade em que o solo estiver. Quando se compacta com umidade baixa, o atrito entre as partículas é muito alto e não se consegue uma significativa redução de vazios. Para umidades mais elevadas, a água provoca certo efeito de lubrificação entre as partículas, que deslizam entre si, acomodando-se num arranjo mais compacto.

Na compactação, as quantidades de partículas e de água permanecem constantes; o aumento da massa especifica corresponde à eliminação de ar dos vazios. A saída do ar é facilitada porque, quando a umidade não é muito elevada, o ar se encontra em forma de canalículos intercomunicados. A redução do atrito pela água e os canalículos permitem uma massa específica maior quando o teor de umidade é maior. A partir de certo teor de umidade, entretanto, a compactação não consegue mais expulsar o ar dos vazios, pois o grau de saturação já é elevado e o ar está ocluso. Há, portanto para a energia aplicada, certo de teor de umidade denominado umidade ótima, que conduz a massa especifica seca máxima.

Dos trabalhos de Proctor surgiu o Ensaio de Compactação, universalmente padronizado, que é mais conhecido como ensaio de Proctor. O ensaio de Proctor foi padronizado no Brasil pela ABNT: NBR 7.182/86.

Os ensaios de Proctor Normal e Proctor Modificado se enquadram na categoria da compactação dinâmica, e são comercialmente, os de uso mais comum em laboratórios de solos.

No controle da compactação em campo é comum o emprego das seguintes técnicas: Fiscalização do número de passadas do equipamento de compactação, da espessura da camada e da umidade. Também é realizada a observação cuidadosa do produto final, isto é, o grau de compactação, o desvio de umidade e o índice de vazios da camada compactada. Tudo isso baseado nos resultados dos ensaios de laboratório.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Técnicas de construção civil no início de uma obra de engenharia

Observando as inúmeras dúvidas vividas no início de uma obra de engenharia (etapa que inclui a investigação geotécnica do terreno - SONDAGEM) a equipe da Helix Engenharia resolveu disponibilizar o material de autoria do Prof. José Antônio de Milito, para melhor informar e evitar possíveis dificuldades durante tal período.

Sumário:

0 PREFÁCIO

1 ESTUDOS PRELIMINARES
1.1 Estudo com o cliente ... 2
1.2.Exame local do terreno ... 4
1.3 Limpeza do terreno ... 5
1.4 Levantamento topográfico de lotes urbanos ... 5
1.5 Nivelamento ...7

2 TRABALHOS PRELIMINARES
2.1 Terraplenagem ... 15
2.2 Instalação da obra ... 17
2.3 Locação da obra ...20
2.4 Traçado ...22
2.4.1 Traçado de ângulos retos e paralelas ...22
2.4.2 Traçado de curvas ...23
2.4.3 Locação de estacas ...25
2.4.4 Locação da fôrma de fundação ...26

3 FUNDAÇÕES
3.1 Sondagem ...30
3.2 Escolha de fundações ...35
3.3 Fundação direta ou rasa ...37
3.4 Fundação indireta ou profunda ...43
3.5 Impermeabilização ...51
3.6 Drenos ...55


...

ANEXOS
Ferramentas ...279
EPI - Equipamentos de proteção individual ...281
Pregos na escala 1:1 ...282
Tabelas para obras em concreto armado ...285
Tabelas de pesos específicos de materiais usuais ...288
Tabelas para caibros e terças ...292
Referências Bibliográficas ...295

Para conteúdo integral do material: ftp://ftp-acd.puc-campinas.edu.br/pub/professores/ceatec/milito/

Créditos: Prof. José Antônio de Milito

quinta-feira, 26 de julho de 2007

TENDÊNCIAS/DEBATES - Os acidentes na engenharia brasileira

São Paulo, sexta-feira, 19 de janeiro de 2007
TENDÊNCIAS/DEBATES
Os acidentes na engenharia brasileira
ALBERTO SAYÃO

Não há obra 100% segura. A questão é: qual o nível de risco aceitável? Quanto a sociedade aceita arriscar para economizar recursos?

NAS DUAS primeiras semanas de 2007, o país vivenciou acidentes com conseqüências trágicas que marcam a engenharia nacional: escorregamentos na região serrana do Rio de Janeiro, ruptura de barragem de rejeitos em Minas Gerais e desabamento na linha 4 do metrô de São Paulo. A chuva tem sido apontada como a causa dessas tragédias por administradores, políticos e outros entrevistados. Rapidamente, especialistas disseram que não é tão simples assim. As causas são mais complexas e precisam ser discutidas abertamente.
Algumas questões têm sido recorrentes. A capacidade dos engenheiros brasileiros para enfrentar as chuvas, tão usuais nesta época, tem sido questionada. A boa engenharia considera sempre os efeitos da chuva, da água ou da saturação dos terrenos. Obras próximas a um rio ou sob ele são perfeitamente possíveis. Exigem maiores cuidados e conhecimentos, mas a chuva não pode ser a culpada.
Outra questão freqüente: as obras atuais são seguras? Não há obra 100% segura. Obras de engenharia sempre trazem algum risco. Porém, para reduzir o grau de risco, o custo da obra aumenta. Como, aliás, ocorre na medicina ou na aviação, por exemplo. A questão, então, é: qual o nível de risco aceitável? Quanto a sociedade aceita arriscar para economizar recursos?
Ninguém quer voar em um avião velho ou ser operado por um médico qualquer. Mas, nas obras de engenharia, já não é usual gastar o necessário para minimizar os riscos. Ao contrário, faz-se economia em investigações, ensaios, projetos, consultoria, instrumentação e fiscalização. Tudo se resume ao melhor balanceamento entre riscos e custos.
Outra pergunta usual: os acidentes mencionados poderiam ter sido evitados? Tecnicamente, sim. Num acidente, há duas alternativas: ou houve falha técnica (projeto, construção, fiscalização) ou a obra foi concebida com um nível de risco inadequado.
Outra questão: as obras de engenharia têm sido atualmente contratadas por preço "fechado","turn key" ou por PPPs (parcerias público-privadas). São modalidades adequadas? A resposta é sujeita a debates. Em muitos desses contratos, o projeto, a execução, o monitoramento e a fiscalização da obra não são necessariamente independentes, pois podem estar ligados a um mesmo grupo. Apesar de terem vantagens de prazo e custo, essas modalidades reduzem, em tese, as atividades de verificação, questionamento e reparo de eventuais falhas.
A prática das licitações vem também mudando. Muitas estipulam um valor máximo ou são decididas pelo menor preço. Mas nem sempre o "menor preço" significa o "melhor preço", pois pode resultar em redução da qualidade e aumento do risco.
Infelizmente, isso tem trazido uma desvalorização gradual da engenharia no país. O resultado é a extinção de laboratórios técnicos, o desmembramento das empresas de projeto, a fragilização da consultoria, o desprezo pelas universidades e o desmonte das equipes técnicas dos órgãos governamentais no Brasil. Projeto, consultoria e investigação têm custos irrelevantes quando comparados com o custo total das obras e são decisivos para a otimização dos investimentos.
Por outro lado, as seguradoras vêm se tornando cada vez mais importantes. Um dos principais pontos de discussão passou a ser o valor do seguro. Especialistas na avaliação dos riscos envolvidos em uma obra são mais valorizados do que engenheiros.
Os recentes acidentes têm alguma ligação com tudo isso? A barragem que enlameou Minas e Rio pode ser um exemplo. A barragem estava pronta: teriam sido necessárias mais inspeções, mais investigações, mais consultoria, mais instrumentação para evitar a catástrofe ambiental? E no metrô, que estava em estágio avançado da construção, algo poderia ter sido feito para evitar a tragédia?
E no caso dos escorregamentos recentes nas encostas da região serrana do Rio, os administradores locais foram previdentes? Um encontro técnico, em final de novembro, foi realizado pela ABMS em Friburgo, e vários problemas e soluções para as encostas da região foram debatidos durante dois dias. Todos os prefeitos e secretários de obra da região foram convidados com antecedência. No entanto, somente o secretário do município de Cantagalo compareceu e participou. É mais fácil culpar a chuva...
Esses problemas têm sido discutidos em congressos entre os especialistas geotécnicos do país. Mas a responsabilidade passa, também, pelo poder público, que precisa atuar mais ativamente para o aperfeiçoamento das licitações e contratações. E para o resgate da valorização dos profissionais da nossa engenharia, a qual já foi motivo de orgulho e ainda é reconhecida e exaltada no exterior.
O Brasil tem capacitação técnica e tecnológica que em nada fica a dever a nenhum país. Isso não significa que acidentes deixarão de ocorrer. Significa que, dadas as devidas condições, a engenharia pode e deve minimizar a freqüência e as conseqüências desses acidentes. A sociedade aguarda respostas, explicações e ações que virão com os laudos técnicos sobre os acidentes. Mas não pode ficar temendo a chuva ou os detalhes da geologia.

ALBERTO SAYÃO, engenheiro, doutor em engenharia civil pela University of British Columbia (Canadá), é professor da PUC-RJ (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro) e presidente da ABMS (Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica).
abms@ipt.br

Frei Galvão - Patrono dos Profissionais da Construção Civil


Com a canonização de Frei Galvão, o primeiro religioso brasileiro a alcançar tal condição perante o Vaticano, o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de São Paulo (Crea-SP) decidiu, por unanimidade em Plenário, instituir como Dia dos Profissionais da Construção Civil a mesma data em que se comemora o Dia da Construção Civil, 25 de outubro, em homenagem ao frei franciscano nascido em Guaratinguetá (SP), considerado desde o ano 2000 o Patrono da Construção Civil.
A postagem visa ressaltar um aspecto da vida do religioso até certo ponto desconhecido do grande público, até mesmo entre os próprios profissionais da área tecnológica, ou seja, suas habilidades de "arquiteto, engenheiro, mestre de obras e pedreiro". As informações que seguem foram compiladas de livros publicados pela Irmã Célia B. Cadorin, a maior conhecedora do assunto no Brasil e no mundo, e por outra estudiosa, Irmã Maristela. Ambas as obras se encontram à disposição dos interessados no Mosteiro da Luz - Av. Tiradentes, 676 - Luz - São Paulo/SP.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Dica de Livro - Fundamentos de Engenharia Geotécnica

DICA!!!


Braja M. Das

Este livro oferece uma visão geral das propriedades e da mecânica dos solos, abrangendo também práticas de campo e procedimentos básicos da engenharia geotécnica. Fundamentos de Engenharia Geotécnica foi escrito para cursos introdutórios de mecânica dos solos presentes em quase todas as áreas da Engenharia Civil, e cobre aspectos da mecânica dos solos clássica e moderna, classificação dos solos, ensaios de laboratório, entre outros. Além de explicações claras dos conceitos, a obra traz exercícios, estudos de casos e diversas aplicações reais.

ISBN: 8522105480
Ano de publicação: 2006
Número de páginas: 560

Obs.:
A Revisão técnica desse livro foi feita pelo Professor Pérsio Leister de Almeida Barros - Professor Associado do Departamento de Geotecnia e Transportes, Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo, Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Onde buscar nomes de empresas que façam investigações geotécnicas. Elas devem ter registro no CREA, assim como engenheiro responsável técnico?

Devemos consultar sempre o arquiteto e o engenheiro que estarão executando os projetos arquitetônicos e estruturais respectivamente, pois estes poderão indicar várias empresas que atuam na região onde estará sendo edificada a residência.
É de grande valia optar por empresas tradicionais e com um corpo técnico respeitado e atuante no meio geotécnico, o registro no CREA tanto do profissional quanto da empresa é de fundamental importância, e é mais uma garantia de que o serviço esta sendo realizado por profissionais devidamente regularizados.
Todas as empresas devem ter registro no CREA, caso contrário estarão exercendo ilegalmente os trabalhos de engenharia.

Listagem de Normas Técnicas Brasileiras na Área de Geotecnia

Dica - Normas Técnicas:
Visite: http://geotecnia.ufsc.br/portugues/novidades/normasgeotecnicas.html e veja a LISTAGEM DE NORMAS TÉCNICAS BRASILEIRAS NA ÁREA DE GEOTECNIA (As normas podem ser adquiridas na ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas pelo telefone: (11) 3017-3600 ou pelo site http://www.abnt.org.br/). Veja também as normas do DNER.
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:
1- Toda empresa que executa sondagens a percussão deve seguir a norma NBR 6484/2001 - Solo - Sondagens de simples reconhecimento com SPT - Método De Ensaio;
2- Toda empresa que projeta e executa fundações deve seguir a norma NBR 6122/1996 - Projeto e Execução de Fundações.
3- Toda empresa que executa ensaio para estimar a capacidade de percolação do solo (K) deve seguir a norma NBR 13.969/1997 - Tanques sépticos - Unidades de tratamento complementar e disposição final dos efluentes líquidos - Projeto, construção e operação. - Anexo A: Procedimento para estimar a capacidade de percolação do solo (K) - (+ NBR 7229/1993: Projeto, construção e operação de sistemas de tanques sépticos)

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Tabela para Conversão de Peso Específico / Tabela para Conversão de Tensão


Fundação: A base de tudo

Fundação: A base de tudo

Um dos principais elementos de uma construção é a sua fundação. A fundação é quem reponde pela sustentação de uma edificação, suportando todo o carregamento das lajes, alvenarias, vigas e pilares. Portanto é fundamental que se conheça em que tipo de solo irá se apoiar nossa edificação, para evitarmos problemas futuros de difícil solução e custo elevado.
Somente com uma sondagem de solo executada por uma empresa de fundações legalmente habilitada (com registro no CREA) é que poderemos analisar as propriedades do solo, que ao contrário do que muitos pensam, variam de cidade para cidade, bairro para bairro e muitas vezes de quadra para quadra. O solo não é homogêneo, daí as grandes diferenças de comportamento e resistência.
O método de fundação mais comum em nossa região é a chamada fundação profunda (estacas), que consiste na perfuração de solo e posterior lançamento de concreto executado com equipamento apropriado. Tal fundação tem como um princípio transmitir ao solo por atrito lateral (estaca e solo) as cargas provenientes dos pilares da edificação, sendo necessário atingir profundidades superiores a 4 m. O fator determinante será sempre em função da carga da estaca, do seu diâmetro e da resistência do solo.
É de grande relevância chamar a atenção para as “Brocas Manuais”, que dificilmente alcançam 3,0 m de profundidade. Trata-se de um sistema com eficiência questionável, pois na maioria dos casos é adotado sem conhecimento do tipo de solo e da carga que tal broca deve suportar. A grande maioria dos problemas ocorre com esse tipo de fundação. O profissional responsável técnico da obra é quem irá determinar o tipo de fundação que melhor se adapta as condições do terreno, garantindo dessa forma, economia, solidez e segurança para sua construção.
Confie sempre a sua obra de fundação a uma empresa especializada e regularmente registrada no CREA, para que você tenha a garantia e a ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) do serviço executado.


Prof. Eng. Douglas Constancio
12/05/04

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